Por que “fazer o diabo para ganhar uma eleição” pode destruir uma nação?
Uma sociedade não se mantém unida apenas por leis, fronteiras ou instituições. Para que milhões de pessoas que não se conhecem aceitem viver sob as mesmas regras, é necessário algum grau de confiança. Essa confiança aparece de maneira particularmente clara nos contratos. Quando duas pessoas estabelecem um acordo, cada uma aceita assumir obrigações porque acredita que a outra também estará submetida ao que foi combinado. O contrato permite, assim, que pessoas que talvez nem confiem umas nas outras pessoalmente possam cooperar. O mesmo princípio vale para regras estabelecidas entre grupos. Se diferentes partes concordam previamente com determinadas condições, espera-se que elas continuem válidas mesmo quando, posteriormente, uma delas se torna inconveniente. Afinal, uma regra que só vale enquanto produz o resultado desejado por quem tem poder deixa de cumprir justamente a função para a qual foi criada. Uma disputa eleitoral torna esse problema especialmente evidente. Existe uma tentação ...