O preço de uma autenticidade madura
Existe uma forma de autenticidade muito mais difícil do que simplesmente “ser você mesmo”. Ela não consiste em seguir impulsos, gostos pessoais ou opiniões espontâneas. Consiste em conservar a capacidade de julgar criticamente as práticas dos grupos aos quais sentimos pertencer. Muitas pessoas imaginam apenas duas atitudes possíveis diante de uma comunidade, tradição ou, até mesmo, subcultura. A primeira é o conformismo: aceitar crenças, costumes e práticas porque são compartilhados pelos nossos pares. A segunda é o cinismo: observar todas as tradições com desconfiança e concluir que nenhuma merece ser valorizada. Embora pareçam opostas, ambas têm algo em comum. O conformista entrega seu julgamento ao grupo; o cínico abandona a esperança de que o julgamento possa melhorar alguma coisa. A autenticidade madura ocupa um terceiro lugar. Ela permite pertencer sem obedecer cegamente. O filósofo Alasdair MacIntyre criticou a tendência moderna de abandonar ideais elevados sob o argumento de qu...