O ser humano e o problema do bem comum
Nossa experiência cotidiana já oferece um excelente ponto de partida para pensar o problema do bem comum. Mesmo em pequena escala, como no interior das famílias, é comum observarmos louças acumuladas, ambientes desorganizados e tarefas compartilhadas realizadas apenas por alguns membros. Enquanto poucos se esforçam para manter a ordem, outros simplesmente usufruem dela. Esse fenômeno revela algo importante: cuidar do que é comum não parece ser uma tendência automática do ser humano. Em praticamente toda convivência coletiva surgem indivíduos que contribuem pouco ou nada para a manutenção da ordem comum e preferem usufruir do esforço alheio. É natural, portanto, que existam exploradores (os chamados free riders ) e teorias políticas que desconsideram essa realidade tendem a se tornar utópicas. A percepção de que o que é de todos tende a receber menos cuidado não é nova. Aristóteles já observava que aquilo que pertence ao maior número costuma receber o menor zelo. Séculos depois, pensado...