Duas cabeças pensam melhor do que uma?
Costuma-se dizer que duas cabeças pensam melhor do que uma. Mas acrescentar uma pessoa a uma decisão não garante que ela se torne melhor. Para que isso aconteça, a segunda pessoa precisa ser capaz de contribuir de alguma maneira para a solução do problema. Essa contribuição não precisa consistir em maior inteligência ou conhecimento especializado. Uma pessoa pode possuir uma informação que as outras desconhecem, identificar um erro, conhecer melhor uma parte do problema ou apresentar uma perspectiva que ainda não havia sido considerada. O ganho está naquilo que cada participante acrescenta ao processo de decisão. O antropólogo Edwin Hutchins encontrou um exemplo interessante desse fenômeno ao estudar a navegação de um navio militar. As manobras complexas do navio não eram resultado do raciocínio de um único indivíduo. A tarefa era realizada pela coordenação entre diferentes membros da tripulação, suas funções e instrumentos como mapas, pontos de referência e sistemas de comunicação. A ...